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América do Sul e Emirados Árabes selam cooperação para renováveis

Ministros fecharam acordo durante encontro em Abu Dhabi.

 

Durante conferência internacional ocorrida em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, ministros de Energia de países sul-americanos acordaram com representantes da Liga Árabe de Energia, a instituição de uma cooperação entre os países para a promoção das fontes renováveis. As informações são da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), promotora do evento.

 

A reunião de alto nível realizada entre os países deu origem a “Declaração Abu Dhabi”, primeiro documento birregional fechado entre os países, que também endossa a Irena como um fórum primário de cooperação e apoio para iniciativas interregionais. “A queda do custo da energia, aliada ao aumento da vontade política e o alto potencial de recursos energéticos renováveis mostram que há uma enorme oportunidade para um futuro de energia sustentável”, comentou o diretor-geral da Irena, Adnan Z. Amin.

 

O executivo lembrou que os países das duas regiões precisam reforçar a segurança energética e a diversificação do mix de energia. Para à Irena, as duas regiões cooperadas tem potencial para desenvolver a energia renovável, ao passo que a hidreletricidade tende a tornar-se responsável por mais 50% da produção de energia na América do Sul, que tem ainda considerável volume de recursos a serem explorados, já sendo um produtor relevante de biodiesel.

 

A análise da Irena coloca ainda que os países do Oriente Médio e do Norte Africano buscam desenvolver, principalmente, a fontes solar e eólica, bem como tem estudado o potencial geotérmico. Segundo a agência, ainda que parte da região tenha grandes reservas de combustíveis fósseis, os países árabes têm colocado metas para a ampliação das fontes renováveis.

 

Entre os principais pontos da declaração acordada pelos dois países está o apelo para que as duas regiões cooperem para que a energia renovável se torne o aspecto fundamental do desenvolvimento sustentável, bem como estimulem a troca de conhecimentos tecnológicos e experiências, como por exemplo, sobre as políticas adotadas para fomentar o investimento.

 

Apesar de sua matriz predominantemente renovável, o Brasil não é membro da Irena.

 

 

 

Fonte: Jornal da Energia | 24/01/2013

Geribatu V também é enquadrada como prioritária

Na última semana, MME deu prioridade aos parques Geribatu I, II e III, que somam 66MW de capacidade instalada.

 

Ministério de Minas e Energia (MME) definiu como prioritário a construção do parque eólico Geribatu V, com 30MW de capacidade instalada em 15 unidades geradoras. Na última semana, o Ministério já havia caracterizado como prioritário o projeto dos parques Geribatu I, II e II.

 

O empreendimento é de responsabilidade da Santa Vitória do Palmar Holding, composta pelas empresas Rio Bravo Energia (51%) e Eletrosul (49%). Com isso, o projeto conta com 96MW em 48 turbinas, e poderá captar recursos por meio da emissão de debêntures de infraestrutura.

 

As quatro usinas estão localizadas no município de Santa Vitória do Palmar, Rio Grande do Sul, e fazem parte do Complexo Eólico Geribatu, composto pelo total de 10 parques, com 258MW de potência instalada e 129 aerogeradores. O projeto deverá receber investimentos de mais de R$1 bilhão, conforme revelado pela Eletrosul em junho de 2012.

 

Com a prioridade dada ao projeto, os empreendedores deverão manter atualizados, junto ao MME, a relação das pessoas jurídicas que a integram; destacar, quando da emissão pública das debêntures, o número e a data desta publicação e o compromisso de alocar os recursos obtidos no projeto prioritário aprovado.

 

Além disso, deverão manter a documentação relativa à utilização dos recursos captados, até cinco anos após o vencimento das debêntures emitidas, para consulta e fiscalização pelos órgãos de controle, e informar, ao MME e à Receita Federal com jurisdição sobre o estabelecimento matriz, a ocorrência das situações que evidenciem a não implementação dos parques.

 

A empresa também deverá encaminhar ao MME, em até 20 dias a contar da sua emissão, cópia do ato autorizativo da operação comercial das usinas, emitido pelo órgão ou entidade competente.

 

 

 

Fonte: Jornal da Energia | 22/01/2013

Relatórios enfatizam importância de políticas para incentivar energias limpas.

Dois novos documentos apresentados nesta semana pela The Pew Charitable Trusts e pela Agência Internacional de Energia (AIE) afirmam que a criação e implementação de políticas nacionais é essencial para o desenvolvimento das energias renováveis. O estudo publicado pela The Pew Charitable Trusts, intitulado Innovate, Manufacture, Compete: A Clean Energy Action Plan (algo como Inovar, Produzir, Competir: Um Plano de Ação de Energia Limpa), sugere que, entre 2012 e 2018, o rendimento do setor mundial de energias limpas pode chegar a US$ 1,9 trilhão.

 

Só a receita com a instalação de projetos eólicos, solares e de outras formas de energia renovável deve crescer dos US$ 200 bilhões anuais em 2012 para US$ 327 bilhões até 2018, seguindo um aumento anual de 8%.

 

O relatório também sugere que o consumo de energia deve crescer 47% de 2010 a 2035, e que os investimentos cumulativos na indústria renovável podem chegar a US$ 5,9 trilhões no mesmo período.

 

E, segundo a pesquisa, esses números podem ser ainda maiores se os governos estabelecerem políticas nacionais de energia que se comprometam a incentivar as fontes renováveis. Entre as recomendações do relatório estão investir em pesquisa e desenvolvimento de energia, estender incentivos chave de produção e estabelecer um Padrão de Energia Limpa nacional que coloque metas para a implantação de fontes limpas no setor de energia elétrica.

 

“As políticas importam sim. Você tem que ter uma meta de energia renovável ou um padrão. Ou algo no código tributário. Ou eliminar as barreiras de mercado. Essas são políticas diferentes que você pode usar para chegar lá, mas você tem que fazer algo. Você não pode não ter uma política nacional de energia”, comentou Phyllis Cuttino, diretora do Programa de Energia Limpa da Pew.

 

Já o documento da AIE, Renewable Energy Action on Deployment (READy), apresentado durante um evento paralelo à Cúpula Mundial de Energia do Futuro, que está sendo realizada em Abu Dhabi, indica seis categorias de políticas que são essenciais para a aceleração da implantação das energias renováveis.

 

São elas: construção de alianças (para chegar a acordos entre criadores de políticas e desenvolvedores de projetos), comunicação (dos conhecimentos e tecnologias sobre energias renováveis), estabelecimento de metas (para esclarecer e chegar a objetivos), integração (das renováveis na criação de políticas e para criar uma sinergia com a eficiência energética), otimização (de políticas para adaptá-las às circunstâncias) e neutralização (das desvantagens que ocorrem no mercado).

 

“Estamos todos cientes de que a transformação do sistema de energia precisa acelerar, por várias razões”, observou Hans-Jørgen Koch, presidente do Acordo de Aplicação para a Implementação de Tecnologias de Energia Renovável da AIE (AIE-RETD).

 

Ele declarou que a agência estima que qualquer dólar que não for investido agora em soluções de baixo carbono custará futuramente US$ 4,30 para compensar o aumento das emissões. Koch acrescentou que os criadores de políticas têm um papel chave em influenciar decisões sobre o planejamento e investimento em curto e longo prazo.

 

O presidente da AIE-RETD disse ainda que em alguns países as políticas estão atraindo financiamentos volumosos para as energias renováveis, estimulando o avanço tecnológico e a implementação rápida dessas fontes, mas que outras nações ainda estão tendo dificuldades devido à inação.

 

“Na nossa visão, uma implantação muito mais rápida e global das renováveis avançará o desenvolvimento econômico, criará empregos nacionais, melhorará a segurança energética, ajudará no acesso de energia a todos, diminuirá os impactos locais na saúde e no meio ambiente e reduzirá as emissões de gases do efeito estufa dramaticamente a fim de garantir um clima estável”, concluiu Koch.

 

 

 

Fonte: Revista Tn Sustentável | 21/01/2013

Aneel publica regras para disciplinar garantias

Segundo resolução, direitos emergentes são aqueles provenientes de autorização ou contrato de concessão e permissão.

 

A Agência Nacional de Energia Elétrica publicou nesta sexta-feira, 18 de janeiro, resolução normativa disciplinando a constituição de garantias pelas concessionárias, permissionárias e autorizadas de geração, transmissão e distribuição de energia.

 

De acordo com a norma, as empresas poderão oferecer em garantia os seus direitos emergentes desde que a operação seja vinculada ao objeto da sua delegação e que a continuidade e a operação não sejam postas em risco. Ainda de acordo com a resolução, são considerados direitos emergentes quaisquer direitos decorrentes de autorização ou contrato de concessão ou permissão, compreendendo os creditórios e os indenizatórios.

 

As concessionárias, permissionárias e autorizadas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica deverão requerer a anuência prévia da Aneel, para oferecer os direitos emergentes de seu ato ou contrato de delegação em garantia, inclusive por meio de cessão fiduciária. Para ver a íntegra da resolução, clique aqui.

 

 

 

Fonte: Agência CanalEnergia | 21/01/2013

Empresas estudam tecnologia para aerogeradores flutuantes

Ideia de projeto é obter soluções para melhorar o desempenho das turbinas flutuantes.

 

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Um consórcio formado pelas companhias Alstom, Sabacaucho, Prysmian e Tecnipul deve desenvolver em conjunto um projeto de pesquisa sobre novas tecnologias voltadas aos aerogeradores eólicos flutuantes. A pesquisa conta com a parceria científica da instituição espanhola Fundación CTM Centre Tecnològic.

 

O projeto denominado Aerosens terá orçamento de 848 mil euros para estudos que devem durar dois anos. A ideia é pesquisar o desempenho dos cabos dinâmicos e sua resposta à fadiga, o desenho de novos reforços, bem como a integração dos sensores de fibra ótica e sua conexão ao aerogerador.

 

Com isso, os envolvidos no projeto pretendem obter soluções para uma melhor exportação da energia proveniente das turbinas eólicas flutuantes. O Aerosens conta ainda com a cooperação da Agência de Apoio à Empresa Catalhuna e cofinaciamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

 

 

Fonte: Jornal da Energia | 21/01/2013


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