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Fuhrländer renegocia contratos eólicos fechados no Brasil

Empresa chegou a desistir de acordo com Furnas e Alupar; ainda fora do cadastro do BNDES, empresa tenta manter compromissos.

 

O Consórcio Energia dos Ventos, formado por Furnas e Alupar Investimento, não tem mais a garantia de que a alemã Führlander será a fornecedora das turbinas que formarão um complexo com dez usinas eólicas em Aracati, no Ceará. O diretor-técnico do consórcio, Clécio Ramalho, afirma que a fabricante de aerogeradores chegou a desistir do negócio no início do ano, depois de uma reorganização societária. Mais recentemente, a empresa apareceu entre as que foram suspensas pelo BNDES do Finame, a lista de bens cuja compra pode ser financiada pelo banco.

 

Ramalho, porém, conta que a Führlander  voltou atrás e ainda quer participar dos empreendimentos. Furnas e Alupar, que já haviam iniciado a busca por um fornecedor alternativo, colocaram a alemã em um processo competitivo que definirá qual marca de equipamentos será utilizada nos parques no Ceará. De acordo com o diretor, os envelopes com as propostas dos interessados no contrato, que envolve 300MW, serão abertos em breve.

 

A Führlander chegou a anunciar o início das obras de uma fábrica no Ceará em abril deste ano. Mas, depois do descadastramento do Finame, surgiram rumores no mercado de que a empresa não conseguiria continuar no mercado brasileiro. Um agente contou ao Jornal da Energia que as exigências feitas pelo BNDES para financiar turbinas da alemã eram grandes e causariam dificuldades à empresa, que, apesar de multinacional, era vista como menor do que os grandes nomes do setor. A ausência de qualquer representante da marca no Brazil Wind Power, que aconteceu no Rio de Janeiro em agosto, também gerou especulações.

 

Ramalho afirma “desconhecer” rumores e diz não ter sinalização de que a companhia não vá seguir por aqui, até porque ela declarou novamente interesse no projeto do Consórcio Energia dos Ventos.

 

No escritório da fornecedora alemã no Brasil, o assunto também causa estranheza e as informações são de que a fábrica em Fortaleza deve ficar pronta no início do próximo ano. Devido à obra em andamento, a Führlander adotou uma posição de silêncio e só deverá se pronunciar oficialmente sobre os negócios e expectativas no País após a conclusão da planta fabril.

 

 

Fonte: Jornal da Energia | 19/09/12

Setor eólico confia na realização do leilão A-3

Usinas a vento somam 15GW inscritos para o certame, em um total de 641 projetos.

 

Enquanto parte dos agentes do setor colocam em dúvida a realização do próximo leilão A-3, remarcado para o dia 18 de outubro, a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) espera que o certame realmente aconteça e contrate usinas de geração de energia a partir dos ventos.

 

“Estamos trabalhando na expectativa de que haverá o leilão”, comentou a presidente-executiva da entidade, Elbia Melo, que está otimista em relação às perspectivas do setor eólico na concorrência. “Somos a segunda fonte mais competitiva, temos 15GW inscritos para habilitação, o que dá 641 projetos”, contabilizou. Ela ainda lembrou que o preço teto do leilão está em R$112 por MWh, sendo que os projetos de usinas à vento venderam energia a R$ 106 por MWh no último certame, em 2011.

 

Ainda assim, a entidade trabalha com a expectativa de contratação de menor número de usinas neste ano. “Até por uma questão econômica, a demanda pode ser mais baixa nesse leilão. Mas a revogação (pela Aneel) das térmicas (que estão atrasadas e não vão mais ser construídas) deve abrir espaço para a certame”, colocou Elbia, ao ser questionada sobra a possibilidade de a sobrecontratação das distribuidoras prejudicar os planos para o A-3.

 

 

Fonte: Jornal da Energia | 18/09/2012

Vestas lança turbina com rotor de 126m de diâmetro

Aerogerador de 3MW é desenhado para ventos mais fracos e deve alimentar principalmente o mercado europeu.

 

A dinamarquesa Vestas anunciou o lançamento de um novo modelo de sua turbina eólica de 3MW. A V126 terá um rotor com diâmetro de 126 metros, o que, segundo a empresa, possibilitará a captação de ventos mais fracos.

 

Segundo a companhia, o produto visa principalmente os mercados europeus, que têm essas características de ventos. A turbina é uma evolução da máquina V112, que "foi muito bem recebida pelo mercado" e já soma 3GW em vendas.

 

O vice-presidente executivo da área de pesquisa e desenvolvimento da Vestas, Anders Vedel, afirma que o aerogerador foi "especialmente desenhado para maximizar a produção de energia em sites de ventos fracos". E aponta que essa é "uma nova opção para clientes que querem combinar a tecnologia comprovada" das turbinas Vestas de 3MW.

 

O primeiro protótipo da turbina V126-3.0 MW está previsto para ser instalado em Østerild, na Dinamarca, durante o segundo trimestre de 2013.

 

 

Fonte: Jornal da Energia | 18/09/2012

Impsa obtém empréstimo internacional para investir no setor eólico brasileiro

Empresa diz que recursos da CII servirão para capital de giro e expansão.

 

A Corporação Interamericana de Investimentos (CII), órgão que é membro do Grupo BID, do Banco Interamericano de Desenvolvimento, aprovou um empréstimo de até US$7 milhões para a área de produção de turbinas eólicas da argentina Impsa. A empresa está instalada em Pernambuco e já anunciou que terá uma fábrica também em Santa Catarina.

 

“O empréstimo se destina a aumentar o capital de giro, para fazer face à franca expansão do setor eólico e da empresa”, destacou Osvaldo Cado, analista financeiro sênior da Impsa. “A CII vem nos apoiando nos últimos cinco anos e continuaremos a trabalhar em estreita cooperação, no intuito de desenvolver e ampliar novos negócios na região".

 

O oficial de investimentos da CII encarregado da operação, Santiago Cat, afirmou que "com este empréstimo, a CII apoia a energia eólica como opção para suprir a crescente demanda por energia no Brasil, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e controlando as emissões de CO2 que contribuem para o aquecimento global”.

 

Em 2011, a CII alcançou a marca simbólica de 1 bilhão de dólares em desembolsos de recursos próprios e de terceiros. A instituição já financiou mais de 1,6 milhão de pequenas e médias empresas na América Latina e no Caribe.

 

 

 

Fonte: Jornal da Energia | 18/09/2012

Banco alemão quer financiar solar no Brasil

KFW fomenta investimentos públicos em fontes renováveis.

 

O banco de desenvolvimento alemão KFW Bankengruppe, instituição de fomento governamental, pretende expandir a atuação em projetos de energia renovável no Brasil, especialmente no setor de solar, atualmente a especialidade germânica em termos de projetos de geração.

 

“Não atuamos somente na área de financiamento, mas também na cooperação técnica e transferência de tecnologia”, explicou a gerente de projetos de energia e desenvolvimento do KFW Bankengruppe, Tabea von Frielingde Valencia. Ela contabiliza que, na instituição, já são 990 milhões de euros comprometidos em projetos brasileiros e outros 41 milhões de euros aplicados em cooperações técnicas.

 

A gerente alemã, que está destacada para acompanhar o processo de fomento de projetos no Brasil, contou que o banco está envolvido nos estudos de viabilidade das arenas para a Copa de 2014. “Um dos principais projetos é o de colocação de energia fotovoltaica no estádio do Mineirão”, comentou, durante um seminário no Energy Summit, no Rio de Janeiro.

 

Tabea salienta que dentro do escopo de financiamento do KFW cabem projetos entre 50 e 200 milhões de euros, geralmente com contrapartida de 20% e amortização em até 15 anos. “Se vemos que um projeto é interessante, renovável, tecnologicamente enquadrado, com capacidade de endividamento, ele tem boas possibilidades de financiamento”, pontuou.

 

O KFW tem como critério principal a aposta em projetos de empresas públicas, governos estaduais e federais, tendo sido parceiro em  iniciativas de companhias brasileiras como Cemig, Chesf, Light, entre outras. A instituição só pode financiar o setor privado por meio de um processo de enquadramento feito via BNDES.

 

A representante do fomentador alemão acrescentou que o Brasil tem um potencial excelente para a energia, mas ainda falta experiência. “Por isso, estamos à disposição para contribuir com know how na área”, afirmou. Para se ter uma ideia, o KFW está presente em 60 países, sendo que um terço dos seus fundos são aportados em projetos de renováveis e eficiência energética.

 

 

 

Fonte: Jornal da Energia | 17/09/2012


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