Agentes colocam em xeque a realização da licitação, marcada para 18 de outubro; data já foi adiada três vezes.
Sob o impacto das relevantes mudanças causadas no setor de energia após a publicação da Medida Provisória da renovação das concessões e ainda com dúvidas sobre a cassação de termelétricas do Grupo Bertin que não devem sair do papel, os agentes começam a colocar em xeque a realização do leilão A-3, adiado mais uma vez pelo governo. Pelo menos é o que se ouviu nos corredores do Energy Summit, evento que acontece no Rio de Janeiro na última sexta-feira (14/9).
Um executivo ligado a uma companhia geradora analisou que o momento é crítico. “Até que tudo se estabilize, pelo menos nos próximos meses, as distribuidoras vão ficar temerárias em relação à sua demanda”. Ele ainda afirmou que “a gente pode passar o ano sem mais nenhum leilão”.
O presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Fonseca Leite, manteve a cautela ao dizer que o segmento não foi o mais impactado pela MP das Concessões, que teria até apresentado aspectos positivos. Mas, em relação ao A-3, Leite admitiu a incerteza. “Nós corremos risco de não ter o leilão”.
As distribuidoras já apresentaram ao Ministério seu posicionamento em relação ao que vão precisar em termos de contratação de energia - se é que vão precisar, uma vez que essas informações ainda não foram divulgadas.
“Pode haver uma retração da demanda, mas não posso afirmar que haverá. Ainda temos que analisar com muito cuidado tudo isso”, ponderou Leite, sobre a possibilidade de haver ou não necessidade de compra por parte das distribuidoras.
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, comentou que está "postergando (o certame) à espera de uma decisão da Aneel sobre a cassação das térmicas (da Bertin)”.
O leilão de energia A-3 foi marcado originalmente ainda no ano passado e era previsto para 22 de março. Depois, ficou para 28 de junho. Depois, o certame foi remarcado para 11 de outubro. Agora, a data prevista é 18 de outubro. Tolmasquim chegou a admitir que a licitação possa nem ser realizada, uma vez que, mesmo com as cassações de usinas, as distribuidoras podem não precisar ir às compras. "O A-3 está em aberto", ponderou o executivo do governo.
Fonte: Jornal da Energia | 17/09/2012
Parques totalizam 180MW de capacidade instalada; equipamentos serão fabricados na fábrica de Camaçari (BA).
A Alstom Renewable Power assinou uma carta de intenção com a desenvolvedora Casa dos Ventos para fornecer 68 turbinas eólicas do modelo ECO 122, a novos parques no município de João Câmara, Rio Grande do Norte - em um total de 180MW de capacidade instalada. O acordo, no valor aproximado de 230 milhões de euros, prevê também a operação e manutenção das usinas. A previsão é de que o contrato seja assinado no final de setembro.
Os aerogeradores serão fabricados na fábrica da Alstom em Camaçari, na Bahia, que tem capacidade de produção de 300 MW por ano, em um turno de trabalho. O segundo turno começará a operar durante o primeiro semestre de 2013, elevando a capacidade para 600 MW por ano.
“Este acordo é um importante passo para consolidar a presença da Alstom no mercado eólico do Brasil e da América Latina. A empresa está constantemente desenvolvendo suas tecnologias, ofertas e sua presença industrial para atingir as expectativas na área”, afirma Marcos Costa, presidente da Alstom Brasil.
O vice-presidente mundial da Alstom Wind, Alfonso Faubel, havia adiantado ao Jornal da Energia que a empresa estava próxima de fechar mais um grande contrato no setor. Na ocasião, o executivo também revelou que a francesa anunciará em breve uma nova unidade produtiva no Brasil.
Fonte: Jornal da Energia | 17/09/2012
Apoio ao segmento depende de decisão do governo; banco conversa com alemães sobre o negócio.
Com a recente aprovação da regulamentação para a microgeração de energia, o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) está atento ao momento em que terá que começar a financiar projetos fotovoltaicos no País.
“Estamos nos preparando, pois a tendência é de que comece a se ter algo no setor de solar”, comentou a chefe do departamento de Energia Elétrica do banco de fomento, Márcia Souza Leal, após participar do Energy Summit, no Rio de Janeiro.
Sem precisar se o crédito para o setor de energia fotovoltaica pode acontecer a curto ou médio prazo, a executiva contou que o BNDES tem se reunido com empresas do segmento. “Esses encontros já acontecem, mas o momento em que isso vai acontecer depende da estratégia que for alinhada junto ao Ministério de Minas e Energia (MME), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE)”, explicou Márcia, ao ressaltar que a decisão de fomentar o setor não depende só do BNDES.
A executiva ainda acrescentou que a atuação no banco no setor seguirá a mesma trilha do que ocorre com outras fontes renováveis. “Precisamos estruturar uma cadeia de fornecedores, sempre focados na preocupação em estimular a implantação de uma indústria nacional”, disse.
Cooperação com Alemanha
Durante uma apresentação para executivos do setorn a gerente de projetos de energia e desenvolvimento econômico do KFW Bankengruppe, Tabea Von Frieling de Valencia, adiantou que o banco de fomento alemão vem trabalhando em cooperação com o BNDES.
“Temos em preparação um plano de cooperação financeira, junto com o BNDES, voltado a projetos fotovoltaicos conectados conectados à rede”, revelou a executiva, sem dar maiores detalhes.
Fonte: Jornal da Energia | 14/09/2012
Projeto de 258MW no Rio Grande do Sul foi conquistado pela estatal em parceria com a Rio Bravo Energia.
A espanhola Gamesa fornecerá equipamentos eólicos para dez parques que serão construídos no Rio grande do Sul pela Sociedade de Propósito Específico (SPE) Santa Vitória do Palmar, formada por Eletrosul (49%) e Rio Bravo Energia (51%). O contrato, de R$843 milhões, prevê o fornecimento de 129 aerogeradores modelo G97, de 2MW cada, somando 258MW de capacidade instalada.
A Gamesa prevê iniciar a instalação das turbinas no primeiro semestre do ano que vem, com conclusão ainda no início de 2014. A companhia também será responsável por 20 anos pela operação e manutenção das máquinas.
Durante a construção, a espanhola estima gerar 1.500 empregos diretos e indiretos. Uma vez iniciada a operação, as usinas produzirão 957GWh por ano, energia suficiente para atender 510 mil residências brasileiras e evitar a emissão de 370 mil toneladas de CO2 ao ano.
"Este pedido reforça a aposta de nossa companhia no mercado eólico brasileiro, prioritário nos nossos planos de desenvolvimento global", disse Edgard Corrochano, diretor regional da Gamesa no Mercosul. "Seguimos avançando no Brasil com uma estratégia de negócio que combina nossa liderança global com o conhecimento local."
Um ano depois de iniciar a produção industrial no Brasil, a espanhola soma contratos de 652MW no País - com turbinas vendidas para projetos no Ceará, Bahia e Rio Grande do Sul.
Fonte: Jornal da Energia | 14/09/2012
Certame vai contratar energia para início de suprimento em 1º de abril de 2015.
O leilão de energia A-3, que estava previsto para 11 de outubro, foi remarcado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o dia 18, uma vez que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) ainda tem dúvidas sobre a viabilidade da licitação.
Essa incerteza, porém, ainda continua. A questão é que o órgão regulador ainda não revogou autorizações de usinas da Bertin que estão atrasadas e não devem mais ser construídas. Caso essas plantas saiam do horizonte, pode ser aberto espaço para que as distribuidoras busquem mais energia no certame. Porque, hoje, as concessionárias estão sobrecontratadas e não têm necessidade de novos contratos.
"Vamos ver se agora conseguimos ter leilão", comentou o relator do edital na Aneel, Julião Coelho, ao finalizar seu voto.
O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, também está reticente quanto à realização ou não do certame. "Ao mesmo tempo em que estas térmicas podem ser suspensas, também existe uma sobrecontratação do mercado. O A-3 está em aberto”, apontou.
A definição acontecerá depois que o Ministério de Minas e Energia analisar as declarações de necessidade de compra de energia apresentadas pelas concessionárias de distribuição. A data limite para entrega desses documentos era esta terça (11).
O leilão visa a contratação de energia de novos empreendimentos de geração de fontes hidrelétrica, eólica e termelétricas a biomassa ou a gás natural. O certame tem 98 projetos cadastrados, somando uma capacidade instalada de 25,8GW. A maior parte é de usinas eólicas, que são 524.
O preço teto para todas as fontes será R$ 112,00 por MWh. A exceção fica por conta de projetos de expansão de hidrelétricas, com tarifa máxima de R$82 por MWh.
Fonte: Jornal da Energia | 14/09/2012
América do Sul e Emirados Árabes selam cooperação para renováveis | 24/01/2013
Geribatu V também é enquadrada como prioritária | 22/01/2013
Relatórios enfatizam importância de políticas para incentivar energias limpas. | 21/01/2013
Aneel publica regras para disciplinar garantias | 21/01/2013
Empresas estudam tecnologia para aerogeradores flutuantes | 21/01/2013
Copyright 2009 - BRASELCO - Todos os direitos reservados