A unidade fornecerá torres de concreto para nova usina em Ibiapina. Ambas somam R$ 110 milhões em investimentos.
Um investimento de R$ 85 milhões no município de Ibiapina, a usina eólica Bons Ventos da Serra, da cearense Servtec, deve entrar em operação em 2014 usando tecnologia cearense. As torres de concreto a serem instaladas no parque gerador serão fabricadas no Complexo do Pecém pela CTZ Eolic Power, que tem a patente do modelo produtivo.
A empresa pertence ao grupo cearense Cortez Engenharia que investirá R$ 25 milhões para a construção da unidade, que deve ficar pronta neste ano. Ambos os investimentos somam R$ 110 milhões.
Segundo Ricardo Cortez, diretor-presidente do Grupo, a tecnologia empregada na fábrica foi patenteada por eles no ano passado. Ele explica que o diferencial das torres é a produção em fábricas provisórias próximas às usinas eólicas, sem o impacto do custo elevado de transporte das torres metálicas. “A fábrica fixa, no Pecém, vai existir para fazer também alguns insumos internos, que são complementares”. Algumas torres serão completamente feitas na fábrica fixa, já que as fábricas temporárias só são montadas em encomendas acima de 40 unidades.
Custo-benefício
Segundo Pedro Fiúza, presidente da Servtec, a partir de 100 metros de altura, as torres de concreto representam melhor custo-benefício que as metálicas. “Acima disso, a espessura da base dobra. Ela deixa de ser economicamente viável”, explica.
Cortez afirma que torres metálicas ou de concreto com cerca de 80 metros têm o mesmo valor. A partir daí, aquelas fabricadas em concreto começam a ganhar vantagem sobre as de metal. Ele estima que aos 100 metros as metálicas sejam 30% mais caras. “Cada dia que passa, é preciso alcançar correntes de ventos mais fortes. Você vai subindo as torres para alcançar ventos mais fortes. Antes eram de 46 metros, hoje falamos em torres de 120 metros”.
Cortez diz que, apesar de fortalecer sua participação na cadeia produtiva da energia eólica com o investimento, a empresa não deve expandir sua atuação para além dos insumos de concreto.
“Nossa empresa é voltada para construção civil. A nossa decisão de fazer torre de concreto não deixa de ser algo que já fazíamos. Há muitos anos fazíamos bases para os parques. A CTZ tem uma fábrica provisória operando na Taíba, onde emprega 250 pessoas, que migrarão para a unidade do Pecém”, comenta.
Fonte: Jornal O Povo | 18/01/2013
Produção na última quarta-feira (16) registrou mais de 345 mil MWh.
A produção de energia eólica da Espanha bateu, na última quarta-feira (16/01), o seu recorde de produção diária com mais de 345 mil MWh, consolidando-se como a principal fonte elétrica do país, segundo o operador do sistema elétrico espanhol (Rede Elétrica da Espanha). A produção superou em mais de 10,1 mil MWh o último recorde, alcançado em 18 de abril de 2012.
A marca significa quase 40% de toda geração da data do país, provenientes tanto de fontes renováveis, como de nuclear, de ciclos combinados, carvão e hidráulica.
Segundo o operador espanhol, a fonte eólica produziu no dia mais do que o dobro dos 152 mil MWh da energia nuclear, seguida pela energia hidráulica, com 75 mil MWh, carvão, com 92 mil MWh e dos ciclos combinados de gás, com 71 mil MWh.
Durante mais de dez horas, a energia eólica superou os 14 mil MW produzidos, alcançando 15,6 mil MW em quase quatorze horas. Assim, a fonte atendeu a uma demanda de 60%, tanto na madrugada do dia 16 de janeiro, como no dia seguinte.
Fonte: Jornal da Energia | 18/01/2013
Para 2013, o BNDES estima crescimento de cerca de 15% nos desembolsos da fonte.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou nesta terça-feira (15/01) dados sobre desembolsos para o setor de energia eólica em 2012. Os 63 projetos aprovados pelo banco no período, no valor de R$3,2 bilhões, correspondem a um investimento total de R$6 bilhões. Para 2013, o BNDES estima crescimento de cerca de 15% nos desembolsos para a fonte, em relação ao valor do ano anterior.
Entre janeiro e julho de 2012, os desembolsos para o setor de energia elétrica somaram R$7,13 bilhões, representando leve alta da 1% em relação a mesmo período de 2011. O setor elétrico respondeu por 11% dos desembolsos totais do banco no primeiro semestre de 2012, que foram de R$67,9 bilhões. Já a aprovação de financiamentos para projetos na área teve uma queda de 9% totaliza R$ 7,62 bilhões, o que representa queda de 9%.
Fonte: Jornal da Energia | 18/01/2013
Ideia é eliminar gargalos da transmissão com planejamento prévio de demanda.
O governo continua a estudar soluções para os gargalos na transmissão que têm prejudicado a expansão da geração no país. Entre eles, as centrais de conexão responsáveis pelas ligações de parques eólicos ao sistema interligado (ICGs), que devem deixar de existir nos próximos leilões A-3. “Nesses certames, as empresas não contariam mais com a opção da ICG, tendo que buscar áreas com subestações, em operação ou que já tenham sido licitadas”, explicou o diretor de Estudos de Energia Elétrica, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), José Carlos de Miranda.
Pensadas inicialmente como um meio de reduzir os custos das usinas com transmissão, as ICGs são centrais que foram idealizadas para conectar os parques localizados no interior, eliminando a necessidade da construção de grandes linhas. Mas como o estudo para definição de quais subestações seriam construídas foi feito somente após o leilão, parte dos projetos acabou atrasando, sendo que alguns parques ficaram prontos, mas não puderam injetar energia na rede.
O próprio diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, chegou a sugerir que o governo abandonasse a ideia de usar essas estruturas na época em que o problema começou a se agravar. “Com isso resolveríamos em parte os problemas das usinas ficarem prontas sem a ICG estar operando”, explicou o diretor da EPE.
Miranda contou que o governo está fazendo ajustes para aprimorar o planejamento da transmissão, como por exemplo, a detecção das regiões que têm potencial para energia eólica, biomassa ou de PCH, por meio dos empreendimentos que foram habilitados para leilões passados, mas que não venderam. “Com certeza eles vão estar nos próximos leilões”, disse ao analisar. “Essa demanda pode dar sinais das regiões que necessitam de capacidade de transmissão, para que a usinas se viabilizem”.
A ideia é identificar as regiões que tem mais potencial de prover maior capacidade de transmissão para que as usinas se conectem. Os novos ajustes poderão ser percebidos em menor em escala já nos leilões deste ano, sendo intensificados até 2015. “Assim estará tudo mais planejado, com uma capacidade maior”, previu o representante da EPE.
Fonte: Jornal da Energia | 16/01/2013
Presidente da EPE diz que empresas da Eletrobras, Cemig e Copel participaram do certame.
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, declarou várias vezes que a Medida Provisória 579 não produziu efeito nenhum sobre o apetite dos investidores no leilão de energia nova A-5, realizado nesta sexta-feira, 14 de dezembro, na sede da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, em São Paulo.
“Tínhamos investidores nacionais, internacionais, privados, estatais que não renovaram concessão, estatais que renovaram concessão, todo mundo participou. Esta é uma demonstração cabal do interesse dos investidores no setor elétrico brasileiro”, afirmou o executivo do governo, em entrevista coletiva concedida após o término da licitação. O leilão A-5 contratou 300 MW médios de energia, proveniente de 10 projetos eólicos, uma nova hidrelétrica e uma ampliação de usina hídrica.
Segundo ele, empresas estatais federais que sofreram bastante com os efeitos da MP 579, como Furnas, Chesf e Eletrosul, participaram do leilão até o final, mas não obtiveram êxito devido à forte competição atrelada à baixa demanda por energia das distribuidoras. Além dessas companhias, Tolmasquim afirmou que a Cemig e a Copel, estatais estaduais que não renovaram suas concessões, também participaram do processo licitatório.
“Não há problema de risco regulatório”, disse. Para ele, há grande interesse dos investidores em projetos de energia nova. “O setor elétrico é atrativo e tem uma oferta disponível de projetos muito interessante”, opinou.
Fonte: Agencia Canal Energia | 17/12/2012
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