Para presidente da EPE, devem ser apresentados estudos que embasem pedido de certame especifico.
Não há motivo aparente para a realização de leilões regionais ou por fonte, de acordo com o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Mauricio Tolmasquim. Durante a abertura do Congresso Brasileiro de Energia, realizado pela Coppe-UFRJ, nesta terça-feira, 23 de outubro, o assunto foi um dos mais comentados pelos agentes, tendo sido pedido, inclusive, pelo presidente da CPFL Geração, Paulo Godoy. De acordo com Tolmasquim, um leilão com sistemática diferente da atual só se justificaria por algum problema na oferta de uma determinada região, o que não acontece. "O leilão só se justifica se tiver uma região em que por questão de segurança tenha que ter uma oferta. Aí vai ter que fazer uma contratação na região, mas essa necessidade regional não apareceu ainda", justifica.
Ainda segundo Tolmasquim, não foi apresentado nenhum estudo que justificasse o pedido de um certame específico. Nem mesmo a região Sul, que oscila com problemas na oferta, poderia realizar um leilão regional. "Até hoje ninguém mostrou estudo que o Sul ou outra região tivesse problema. Tem que estar claro que existe um problema na região, senão ele não se justifica", completa.
Quanto aos leilões por fonte, Tolmasquim também não se entusiasma, uma vez que ele só se justificaria para promover algum tipo de fonte, em que o preço final sairia mais caro em nome do desenvolvimento tecnológico da fonte. Ele alerta que ao se criar um leilão regional ou específico seria vedada a competição irrestrita, o que acontece no modelo atual. "Se eu fizer um leilão específico no Sul, por exemplo, vou restringir a disputa a três o quatro parques e o consumidor vai pagar mais caro por isso", avisa.
O presidente da EPE não acredita que a redução no preço da energia causada pela Medida Provisória 579 vá causar redução no ímpeto de massificação da energia solar no Brasil. Para ele, apesar de em um estágio inicial ser possível que a fonte perca competitividade, a queda global dos preços vai torná-la atrativa novamente. "Pode ser que em um primeiro momento, quando baixar o preço fique menos interessante em alguns lugares que era competitiva. Mas a velocidade da queda do preço no mundo é muito alta", conclui.
Tolmasquim classificou como normal o acionamento das térmicas feito pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico, o que demonstra que o sistema brasileiro está preparado.
Fonte: Agencia Canal Energia | 24/10/2012
Revisão do crescimento da demanda e sobrecontratação de distribuidoras seriam os motivos.
O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hübner, afirmou nesta quarta-feira (24/10) que a hipótese de cancelamento do leilão de energia nova A-3, marcado para 12 de dezembro, já está sendo considerada.
Segundo Hubner, a revisão das perspectivas de crescimento da demanda por energia nos próximos anos combinado com o atual cenário de sobrecontratação das distribuidoras podem resultar no adiamento do certame.
“Estamos avaliando a situação, mas é possível que não haja esse leilão neste ano”, disse em entrevista aos jornalistas, após participar do XX Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica (Sendi), no Rio de Janeiro.
Fonte: Jornal da Energia | 24/10/2012
Usinas, que hoje são da indiana Suzlon, venderam energia no leilão de 2009 e deveriam injetar energia em julho de 2012.
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) alterou nesta terça-feira (23/10) a data prevista para que cinco parques eólicos da indiana Suzlon entrem em operação comercial. As usinas Faísa I, Faísa II, Faísa III, Faísa IV e Faísa V, que somam 136,5MW, venderam energia no primeiro leilão eólico promovido no País, em dezembro de 2009 e deveriam operar comercialmente em 1º de julho de 2012. Mas as datas foram postergas para julho e agosto de 2013, sem penalidades à empresa detentora dos ativos.
O pedido de reconsideração do cronograma foi requerido pela Sulzon em 16 de março deste ano. Como justificativa, o empreendedor apresentou três argumentos: atraso na emissão dos atos autorizativos de outorga; atraso na assinatura dos Contratos de Energia de Reserva (CER); e atraso na implantação das instalações de transmissão necessárias à conexão destes empreendimentos, especificamente a subestação (SE) Pecém II, as chamadas ICGs.
Diante do descasamento entre as datas previstas para entrada em operação comercial das instalações de geração e de transmissão, a Aneel autorizou que fosse "realizada analogia deste caso com outros encaminhamentos" e aprovou a revisão do cronograma.
Segundo o relator do processo, o diretor da Aneel Edvaldo Santana, o que fundamenta a flexibilização da agência neste caso é o fato de que a geradora não poderia escoar a energia vendida no certame de acordo com o cronograma original. Dessa forma, se os projetos estivessem prontos, a Aneel seria obrigada a remunerar o agente, como já vem acontecendo com empresas como CPFL Renováveis, Energisa e Dobrevê Energia. Portanto, sob a ótica de minimização de custos para o consumidor e para o agente (que poderia ser penalizado pelo atraso) entendeu-se que o melhor para todos seria a revisão do cronograma.
As cinco usinas eólicas, localizadas no município de Trairí, no estado do Ceará, eram da Martifer no Brasil, mas foram compradas neste ano pela Suzlon. Na época, a Martifer informou que a negociação envolveu a apresentação, pela Suzlon, de condições para concluir as usinas nos prazos estabelecidos pelos cronogramas apresentados no leilão. Não se tem conhecimento do valor da transação.
Veja o novo cronograma de operação:

Fonte: Jornal da Energia | 24/10/2012
O Ceará parece estar prestes a experimentar um ´boom´ em seu setor de energia solar, com a entrada de um volume significativo de novos projetos e investimentos na área. Com resultados bem acima do esperado, o empresário Eike Batista já projeta acelerar a ampliação de sua usina solar em Tauá. E, seguindo a rota deste empreendimento, outros investidores já negociam com o Governo do Estado a implantação de novas plantas por aqui, que vão de usinas a fábricas de equipamentos.
Grupo nacional está em negociações avançadas para trazer mais placas ao Ceará e implantar outra usina solar em Tauá Foto: Rodrigo Carvalho
A Solar Tauá, que iniciou sua operação em julho de 2011 com uma capacidade de geração de 1 megawatt (MW), encontra-se, no momento, em processo de duplicação dessa potência.
De acordo com o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado (Adece), Roberto Smith, o índice de eficiência da usina tem sido bem superior à média mundial, que é de 18%, e está chegando a 25%, o que é considerado um desempenho excepcional. Em virtude disso, ele informa que o grupo de Eike na área de energia, a MPX, já projeta ampliar a capacidade para 50 MW em um prazo que pode variar de dois a quatro anos. A planta já possui, inclusive, Licença Prévia expedida pela Semace (Superintendência Estadual do Meio Ambiente) para essa expansão, acrescenta ele.
Outra usina em Tauá
Além desta, Smith informa que um outro grupo nacional, mas que também possui capitais estrangeiros, está em negociação avançada para a implantação de uma outra usina solar em Tauá. A ideia é construir um parque para uma capacidade de produção de 30 MW.
Os investidores reuniram-se ontem com o presidente da Adece para discutir prazos e demais detalhes do investimento, informações que ainda não foram divulgadas, assim como o nome da empresa investidora.
Painéis fotovoltaicos
Verticalizando a cadeia da energia solar no Estado, a Adece também está fechando uma negociação com uma empresa fornecedora dos painéis fotovoltaicos, equipamentos utilizados na transformação dos raios solares em energia elétrica. Segundo Smith, eles já estão chegando com a fábrica pronta, que será montada em um galpão a ser cedido pela agência na Região Metropolitana de Fortaleza, enquanto a empresa não monta sua própria planta. A expectativa é de produção já para 2013.
Os painéis serão utilizados no mercado doméstico, tanto para processos de irrigação na agricultura, gerando energia para as estações de bombeamento, quanto para o uso doméstico.
Em residências
As regras para geração de energia solar em residências aprovadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em abril passado passarão a valer a partir de 17 de dezembro. Com isso, uma unidade geradora instalada em uma residência, por exemplo, produzirá energia e o que não for consumido por ela própria será injetado no sistema da distribuidora, que utilizará o crédito para abater o consumo dos meses subsequentes.
Com este novo filão, uma empresa italiana, cujo nome também é mantido em sigilo, já buscou a Adece com o objetivo de instalar aqui uma fábrica de produção do chamado ´smart grid´, que é uma espécie de medidor inteligente de consumo de energia a ser usado nas residências que terão microgeração solar. "Eles estão fazendo sondagens para ver onde eles querem se localizar, dentro do Estado. Eles devem voltar em duas semanas para discutir isso conosco", adiantou Smith. "Nós tínhamos uma expectativa de realização de um leilão de energia solar ainda este ano, mas parece que só ocorrerá no ano que vem. Isso vem a mobilizar a cadeia solar, mas, mesmo assim, ela está vivendo uma efervescência muito grande no Estado, tanto pelo custo menor de produção, do avanço tecnológico e pela possibilidade de instalação da fábrica de células fotovoltaicas aqui". (SS)
Eficiência
25 por cento é o índice de eficiência que a Solar Tauá vem alcançando, segundo Roberto Smith. O número é bem superior à média mundial, que é de 18%.
Fonte: Diário do Nordeste | 11/10/2012
Mercados potenciais como Brasil e México tiveram crescimento modesto, mas acima da média mundial.
Relatório divulgado pela World Wind Energy Association, entidade que reúne representantes do setor eólico de 95 países, apontou um recuo no mercado global nos primeiros seis meses do ano. De acordo como o relatório, as novas instalações de parques somaram 16,5 GW de capacidade instalada no primeiro semestre de 2012, contra os 18,4 GW implantados no mesmo período do ano anterior, o que representa uma queda de 11,35%.
Apesar do encolhimento na expansão dos negócios, a capacidade instalada mundial do setor eólico ultrapassou os 250 GW, devendo “chegar aos 274 GW até o final do ano”, ressalta o levantamento da World Wind. Segundo a associação internacional, o momento de retração do mercado, se seu por conta da “desaceleração na China que levou à diminuição global”, além de citar ainda algumas incertezas em mercados-chave.
Responsáveis por 74% do market share mundial, países como China, Estados Unidos, Alemanha, Espanha e Índia continuam, nesta ordem, a liderar como os maiores mercados eólicos. De acordo com o estudo, os dez principais mercados estão em situação diversificada em relação ao cenário, sendo que EUA, Alemanha, Itália, França, Reino Unido mostraram avanço no último ano, a Índia apresentou estabilidade e China, Espanha, Canadá, Portugal viram o setor colocar o pé no freio em 2011.
Para a World Wind, mercados considerados potenciais na América Latina, como o México e o Brasil tiveram taxas de crescimento modestas, mas acima da media mundial. “Para ambos é esperado que continuem como mercados-piloto na região nos próximos anos”. O cálculo é de que a capacidade instalada brasileira saltou de 1,42 GW para 1,54GW no período apurado e os parques mexicanos cresceram de 929 MW para 1GW.
Análise global
O vice-presidente e responsável pela área internacional da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Lauro Fiúza (foto), lembra que a crise econômica na Europa está afetando muitas empresas do setor de energia dos ventos. Isso porque mercados como Espanha, Portugal, França, Itália, Grécia estão enfrentando dificuldades para manter seus investimentos no setor. “A Alemanha é a única que mantém seus investimentos na Europa”, destaca.
Segundo o executivo, "com raras exceções, toda indústria eólica internacional está passando por dificuldade. Não digo no sentido do que aconteceu com a Fuhrlander, mas no que se refere a se readaptar ao novo cenário econômico mundial", disse, referindo-se à fabricantes de equipamento alemã que pediu falência no mês passado.
"Nos EUA as coisas também estão paradas. Lá, os investidores estão aguardando a prorrogação do programa de incentivos para a indústria eólica. Para se ter uma ideia, estão previstos para ser instalados neste ano de 8 a 10GW nos Estados Unidos. Porém, para o ano que vem, não mais do que 1GW", destaca Fiúza.
Na avaliação de Fiúza, o Brasil ainda não precisa se preocupar, mesmo que haja um cancelamento dos leilões previstos para este ano. "O cancelamento do leilão não teria um baque muito forte no setor. Isso porque há muitos investimentos em andamento. Essa parada seria até bom para dar uma organizada nos negócios."
Fonte: Jornal da Energia | 11/10/2012
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